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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SE ACREDITO EM ANJOS?

Se acredito? Claro que sim.
Até sei que sabem que acredito em mais do que isso.
Fadas, por exemplo. Também acredito. Do Fado e do Universo, todas Mágicas.
Em Deus?! Absolutamente, porque se me revela a cada instante, em cada criação que não consigo justificar no biliões de biliões de humanos e outros seres que conheço, no estado em que me sinto pairar quando falo do Amor Divino e que me transporta a um lugar que ainda desconheço, na plenitude, mas já vislumbro.

Agora, em Anjos? Não é porque sim... Nem porque são bonitos e decoram bem qualquer recanto delico-doce, nem porque nos fazem parecer “elevados”. Em Anjos acredito por absoluta necessidade.
Porque ao perceber a trabalheira que tenho dado ao meu Anjo-da-guarda, nem me atrevo a uma sombra de dúvida.
Porque, quando em desespero, me lembro de lhes pedir ajuda, e esta se materializa, mais rápida que um like de um amigo que nem leu o post acabado de postar mas sabe que lika, eu percebo que acredito piamente, mesmo que muito em breve me esqueça desse sinal.
Porque qualquer criança que parta antecipadamente (na nossa perspectiva) desta vida, só pode ser para vestir umas asas, que lhe ficam de certeza melhores que qualquer styling imaginado para os nossos pequeninos à imagem dos grandinhos:-) E para voar, voar, voar, enquanto estende a sua Graça sobre todos nós e enquanto espera que se cure a dor que nos impede de ver a Luz em que já se tornou. E com que nos aparece vestido.

Eu acredito neles. Mas tenho ainda muita pena de não os ver e ouvir para poder confirmar exactamente isso aos pais, família, amigos que ficam para trás, ainda com acesso interdito às asas que, acredito,  também um dia terão. Não os vejo nem oiço ainda completamente... mas confirmo que já vou vendo luzes, sentindo assobios e se pensam que é piada... desenganem-se.
Um anjo tem um bom-humor imenso e adora fazer-nos cócegas com as asas, para nos tirar da pinta de sérios que temos a mania de ter com coisas sérias, mas nunca, nunca brinca com o sofrimento dos que mais ama. Que somos nós.



P.S.: ainda estou a tentar perceber se escrevi este texto em honra do Vasquinho, ou apenas porque ele mo pediu... Em sua memória sei que não é pois quem se torna inesquecível dispensa tais rituais. Dispensa também os asteriscos no nome que reservo para quem se mantém neste plano e gosta que eu o proteja. E porque para se pedir a ajuda de um Anjo temos de saber o seu nome e temos de o chamar... Mesmo.
Escrevi-o também, e disso tenho a certeza, em honra do dia em que todos vamos conseguir vê-Lo, ouvi-Lo, senti-Lo, na clara presença que já É, entre nós, e em especial com a sua mamã, o seu papá e o seu mano, para quem e por quem olha, pacientemente, só à espera que o vejam.

Pedem-me todos os Anjos pequeninos que estão agorinha mesmo ao lado dele, que diga o mesmo aos seus entes queridos.
Seja. Está dito...





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